Blog sobre ideias e pensamentos de um crítico compulsivo

sexta-feira, 8 de março de 2013

Divagações- Rotinas e mudanças

Nunca fui muito dado a mudanças, não consigo bem explicar o porquê.
Quando me acostumo a uma coisa gosto sempre de mante-la.
O mesmo se passa com amigos e hábitos que tenho.
Não sou muito homem de rotinas. Gosto de variar naquilo que faço e não estar sempre pegado ás mesmas coisas.
No entanto gosto daquelas pequenas coisas que sei que me vão trazer saudades a longo prazo, porque quem sabe, tenham feito parte de muitos serões animados na minha vida.
Por vezes temos de nos esforçar por uma mudança da qual dependa o nosso bem estar. Outras vezes essas mesmas mudanças acontece e nós simplesmente temos de nos adaptar.
O meu mal é que tenho muitas dificuldades em adaptar-me a novas mudanças que sejam bruscas e que me forcem a acostumar-me a novos horários ou a novos rostos.
Sei que faz bem mudar, fazer diferente ou mudar simplesmente de vida. mas não me queixo da vida que tenho, embora seja complicada.
Vidas complicadas todos nós temos um pouco. Mas não me queixo no sentido de fazer o que faço e de lidar diariamente com quem lido.
Gosto do que faço embora saiba que no final do dia vou andar estafado e morto. Gosto do que faço mesmo que por vezes me exalte e saltem meia dúzia de palavrões.
Gosto do que faço porque já sei gerir as horas e o tempo em que tenho que fazer o que me compete e porque sei que do meu lado tenho sempre um apoio que me faz passar grande parte do tempo a sorrir.
Mudar requer muitas outras ferramentas, nomeadamente a gestão do tempo, o hábito e o esforço psicológico inicial para que possamos acompanhar a mudança sem termos lágrimas nos olhos.
Não sou homem de rotinas, mas acho que não me queixaria muito da minha vida se de repente virasse tão rotineira ao ponto de ser sempre tudo igual, que não é o caso.
Posso fazer grande parte das coisas de forma igual no meu dia a dia, mas mudo sempre as minhas escolhas e os locais para onde vou.
Procuro sempre procurar fazer as coisas de acordo com o que me agrada e fugir tanto quanto possível ao que não me agrada, embora nem sempre seja possível.
Mesmo quando o que não me agrada tem de ser feito, respiro fundo e penso na importância que isso tem para a minha vida. Nem sempre temos de fazer tudo o que gostamos, nem tudo o que mais queremos. Um pouco de caos faz sempre bem, mexe sempre com a nossa cabeça e tira-nos um pouco da zona de conforto.
Gosto de variar dentro daquilo que me circunda, mas sei que um dia terei de abandonar grande parte do que faço para poder estender mãos a outros hábitos e outras rotinas, chamemos-lhe assim.
Não acho a ideia de todo má. Soa até positiva, mas nem sempre estamos preparados.
Por isso é que sentimos sempre aquele choque inicial que nos assombra durante uns tempos até estarmos familiarizados com a nova vida que temos.
Parece assustador, mas no fundo não é.
Sou apenas eu que sei que irei sentir saudades, uma palavra tão portuguesa, tão familiar aos meus ouvidos neste momento em que sinto que estou a viver o hoje pela última vez sem saber o que me espera o amanhã...

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